Grupo de estudo · Língua Portuguesa · IFP

Tipologia e organização textual

sex 30/10 às 16:15 · 14 exercício(s)

Texto de apoio · IFP 2021

Texto: O prazer do dinheiro

É comum ouvirmos dizer que o dinheiro não dá felicidade e acharmos que há uma dose de razão nesse dito popular. Pensemos juntos no seguinte: de que nos serve muito dinheiro se sofremos de uma doença incurável? Ou se nos acontece uma tragédia como a morte de um filho querido. Ou mesmo se a grande paixão da nossa vida resolve nos abandonar. Ter dinheiro, muito dinheiro, não compra tudo e, sobretudo, não garante a felicidade.

Contudo, analisemos: a falta dele levado ao extremo conduz-nos à pobreza extrema, por vezes à miséria e à fome. Não ter dinheiro para viver com disponibilidade é incompatível com qualquer forma de felicidade. Ver os filhos a viver em situação degradante, sem ter comida para lhes dar, com frio e com doenças, é a pior provação que um pai de família pode passar. Percebemos assim que o dinheiro não traz garantia, mas a falta dele, seguramente, também não.

Por dinheiro há quem faça tudo, pois ser rico é só por si garantia de promoção social, mas a ostentação dessa riqueza é por vezes chocante e provocatória, como por exemplo, exibir riqueza em jóias e vestidos, passear em carros de luxo, morar em palácios, fazer viagens caríssimas para sítios paradisíacos, frequentar restaurantes de luxo… em resumo, exibir um estatuto de ter muito dinheiro ou de uma vida de sucesso.

Entretanto, o que é verdadeiro é que para gozar alguns desses maiores prazeres da vida é preciso ter algum dinheiro. Começa por ser muito bom não ter de se preocupar com o fim do mês. Depois também é importante viver confortavelmente. É importante também ter uma casa confortável e, se possível, ter uma segunda casa para descansar nos fins-de-semana. E já agora, poder viajar de vez em quando, conhecer a Europa e o mundo. Comer bem, beber moderadamente bons vinhos, são também exemplos de pequenos prazeres da vida que custam um bom dinheiro.

Entre a ostentação do novo-rico e o ter dinheiro para levar uma vida normal há uma diferença abismal. Numa sociedade justa e equilibrada, todo o trabalhador devia ter dinheiro para viver com disponibilidade. Ter dinheiro para poder mostrar é um vício do novo-rico dos nossos tempos. Ter dinheiro para viver com disponibilidade e conforto, sem angústias materiais, é a essência do verdadeiro prazer do dinheiro.

Portanto, concordamos que o dinheiro por si só não traz felicidade. Mas, que diabo, ajuda um pouco.

(adaptado)

Exercício 1 Língua Portuguesa · IFP
Qual das alternativas apresenta uma das características do texto argumentativo?
  • AApresentação de factos
  • BApresentação de verdades
  • CDiscussão de um facto
  • DPersuasão do alocutário

Exame de 2021 · pergunta 9

1) Um texto argumentativo tem como finalidade principal convencer o leitor ou ouvinte (o alocutário). Ou seja, a persuasão é o traço definidor.

2) No texto «O prazer do dinheiro» o autor apresenta uma tese (o dinheiro não traz felicidade por si, mas ajuda) e traz exemplos e argumentos para sustentar essa tese: situações difíceis, pobreza extrema, ostentação, e benefici os de ter dinheiro para viver com disponibilidade. O tom é de defender um ponto de vista, não só de listar factos.

3) Compare as alternativas: A) apresentação de factos — o texto usa factos/exemplos, mas esse não é o objectivo principal. B) apresentação de verdades — o autor não impõe verdades absolutas, antes argumenta. C) discussão de um facto — não se trata de discutir um único facto, mas de argumentar uma ideia. D) persuasão do alocutário — coincide com o propósito real do texto: convencer.

Portanto, a resposta certa é D (Persuasão do alocutário).

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Exercício 2 Língua Portuguesa · IFP
O texto argumentativo segue as seguintes fases…
  • Afase da exposição da tese, fase da argumentação e fase da conclusão.
  • Bfase da exposição da tese, fase da explicação e fase da conclusão.
  • Cfase da explicação, fase da resolução e fase da conclusão.
  • Dfase da explicação, fase da resolução e fase da conclusão.

Exame de 2021 · pergunta 10

Passo 1 – Identificar a natureza do texto. É um texto argumentativo: tem uma ideia central que o autor defende.

Passo 2 – Exposição da tese. No início o autor apresenta a tese: o dinheiro não garante a felicidade. Esta é a ideia que o texto vai defender e analisar.

Passo 3 – Argumentação. Nos parágrafos seguintes o autor reúne argumentos que sustentam e matizam a tese: a falta de dinheiro conduz à miséria; a ostentação dos novos-ricos; os prazeres que algum dinheiro permite; a distinção entre ostentação e viver com disponibilidade.

Passo 4 – Conclusão. No final o autor fecha o texto retomando a tese e fazendo uma conclusão de balanço: concorda que o dinheiro por si não traz felicidade, mas admite que ajuda um pouco.

Conclusão: o texto segue a sequência exposição da tese → argumentação → conclusão. Resposta certa: A.

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Exercício 3 Língua Portuguesa · IFP
A reportagem e a crónica são textos…
  • Aadministrativos.
  • Bdidácticos.
  • Cjornalísticos.
  • Dnormativos.

Exame de 2021 · pergunta 23

Lê o enunciado: pergunta a que tipo pertencem reportagem e crónica.
Reconhece que reportagem e crónica são géneros que aparecem na imprensa, nos jornais e revistas.
A imprensa produz textos com finalidade de informar, opinar e relatar acontecimentos.
Portanto, reportagem e crónica são textos jornalísticos.
As outras alternativas referem-se a tipos diferentes: administrativos são documentos oficiais; didácticos têm finalidade de ensino; normativos estabelecem regras.
Resposta certa: C.

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Texto de apoio · IFP 2023

Texto: Cinema e a sala de aula

Um dos desafios dos professores é utilizar o cinema como um meio de construção de conhecimento, sentidos e significados, instrumentalizando os alunos para se tornarem espectadores de cinema e não meros consumidores de filmes.

O aluno compreenderá melhor um filme se entender como é feito. Para isso, o professor deve transformar os filmes em objectos de pesquisa na sala de aula, superando a imagem de ilustração do conteúdo ou simplesmente uma distracção para dias de chuva, incentivando assim «o aluno a tornar-se num espectador mais exigente e crítico, propondo relações de conteúdo e linguagem do filme com o conteúdo escolar».

Para Thiel e Thiel, há um espectador «normal» e outro «analista». O normal percebe, vê e ouve o filme sem desígnio particular. Está submetido ao filme, deixa-se guiar por ele. Para ele, o filme pertence ao universo de lazer. O analista, conscientemente activo, de maneira racional e estruturada, olha, observa, examina tecnicamente o filme, espreita, procura indícios. Submete o filme a seus instrumentos de análise, a suas hipóteses. Para ele, o filme pertence ao campo da reflexão, da produção intelectual.

O conhecimento não pode ser transmitido ao aluno como se fosse uma caixa, onde o saber é depositado pelo professor, mas construído a partir de situações vividas pelo sujeito. O saber não é hereditário e nem resultado do meio físico ou social, mas de «uma interacção radical entre o mundo do sujeito e o mundo do objecto, interacção activada pela acção do sujeito» (BECKER).

A aprendizagem ocorre a partir da acção dos sujeitos sobre os objectos, onde o sujeito é aquele que está em busca do conhecimento, e o objecto, aquilo que se quer conhecer, e a acção exercida pelo sujeito sobre o objecto é sempre uma interacção. A função do professor é proporcionar momentos de ensino-aprendizagem, mediando o contacto deles com o conhecimento, mas permitindo que descubram as coisas por si. O mais importante é o processo de construção do conhecimento, em que o conteúdo deve ser visto como um meio e não como o objectivo para que o aluno se desenvolva.

A aprendizagem ocorre no âmbito do contexto social em que o aluno está inserido. Para BECKER, aprende-se porque se age e não porque se ensina. O ensino não pode mais ser visto como transmissão de conhecimento. A fonte da aprendizagem é a acção do sujeito, ou seja, o indivíduo aprende por força das acções que ele mesmo pratica, aprender a aprender.

Adaptado de: Mídias na Educação: A Pedagogia e a Tecnologia subjacentes (2017)

Exercício 4 Língua Portuguesa · IFP
Como classifica o texto tendo em conta o conteúdo do mesmo?
  • ADescritivo
  • BExpositivo - Argumentativo
  • CExpositivo – Explicativo
  • DNarrativo

Exame de 2023 · pergunta 10

1) Lê o texto e localiza a tese central: o autor defende que a aprendizagem constrói-se pela acção do sujeito e que o professor deve mediar esse processo.

2) Identifica sinais de exposição: o texto apresenta uma ideia pedagógica e explica como o cinema pode ser usado na sala de aula.

3) Procura sinais de argumentação: há citações de autores (Thiel e Thiel; Becker) e razões que sustentam a tese. O texto não só apresenta uma ideia, como a defende com provas e explicações.

4) Conclusão: por ter uma tese exposta e argumentos que a sustentam, o texto é simultaneamente expositivo e argumentativo. Resposta certa: B.

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Texto de apoio · IFP 2024

Texto: Planeta sustentável

Certamente já ouviu estas palavras diversas vezes. Mas sabe o que elas realmente significam? Sustentabilidade é um conceito que vem tomando força nos últimos anos. O ser humano vem explorando o mundo em que vive e extraindo dele tudo o que precisa para sobreviver. Mas nos últimos séculos, tem tirado muito mais do que realmente precisaria e, o pior, tem lançado no planeta os mais diversos tipos de veneno e de resíduos perigosos, fruto de suas actividades económicas.

É mais ou menos como se deitasse veneno na comida que tem em casa ou na água que bebe. Mesmo que fosse um pouquinho de cada vez, mais tarde ou mais cedo acabaria por morrer. E é exactamente isso que o ser humano, estranhamente, tem vindo a fazer ao planeta em que vive e do qual depende inteiramente. Algo que, se analisarmos muito bem, veremos que é um comportamento totalmente louco e suicida. Para termos um planeta sustentável é necessária uma mudança de postura.

Mesmo que as pessoas desejem consumir cada vez mais e mais, o planeta começou a dar recados cada vez mais óbvios de que não suporta esse ritmo de consumo e de degradação dos recursos naturais. Cataclismos de toda a ordem começaram a acontecer um pouco por todo o mundo e sinais evidentes de desgaste e de alterações climáticas perigosas.

Por sua vez, esses cientistas começaram a falar e a mostrar que, se a humanidade continuasse com a sua loucura consumista, o nosso planeta não duraria por muito mais tempo ou acabaria por expulsar a nossa forma de vida como se fosse uma doença. (…) Com isso, a ideia de que deveríamos cuidar melhor da dádiva que recebemos, ou seja, ter um planeta sustentável, é a constatação óbvia de que temos apenas um planeta e que devemos poupar os nossos recursos naturais, usando-os com mais racionalidade, tomou forma.

Nascia assim o conceito de Planeta sustentável. Um conjunto de práticas, procedimentos e forma de agir que permitem que os recursos naturais se renovem ou que durem por muitas e muitas gerações. (…)

Assim, planeta sustentável é muito mais do que um simples conceito bonito ou voltado para intelectuais ou para activistas do meio ambiente. É pura questão de sobrevivência. Para garantir que um planeta mais sustentável seja uma realidade, pessoas, governos e empresas devem unir esforços para aprender e aplicar essas técnicas e procedimentos desenvolvidos, ao longo dessa aprendizagem, para garantir a continuidade da vida na nossa maravilhosa bola azul.

E garantir o uso racional dos recursos naturais de nosso planeta para que seja um planeta sustentável não é nada complexo nem precisa de recursos pesados. Basta usar as fontes de energia de forma mais racional e económica; usar e reutilizar a água da chuva; tratar os nossos resíduos e esgotos de forma adequada e promover uma convivência mais harmoniosa entre os diversos grupos humanos que partilham o nosso mundo.

In http://www.ecologiaubana.com.br/responsabilidade-socioambiental-planeta-sustentavel (Adaptado)

Exercício 5 Língua Portuguesa · IFP
Classifica o texto do seu exame, quanto à tipologia.
  • ADramático
  • BExpositivo - argumentativo
  • CExpositivo - explicativo
  • DNarrativo

Exame de 2024 · pergunta 1

Correcção: a resposta certa é C) Expositivo - explicativo. ✅

O texto explica o que é «sustentabilidade» e o conceito de «planeta sustentável», desenvolvendo a ideia passo a passo. Não está a narrar acontecimentos (logo não é narrativo) nem a compor uma cena dramática (não é dramático). Também não apresenta uma tese polémica a defender nem um processo de argumentação estruturada: o objectivo principal é esclarecer e explicar, portanto é expositivo-explicativo.

Alguns podem ficar na dúvida porque o texto recomenda práticas (cuidar do planeta, usar recursos com mais racionalidade). Isso não transforma o texto em argumentativo: são explicações e sugestões a partir da informação apresentada, não um discurso centrado em provar uma tese. Boa participação, continuam atentos — perguntas são bem-vindas. 📘

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Exercício 6 Língua Portuguesa · IFP
O objectivo deste tipo de texto é de…
  • Aconvencer o leitor.
  • Bcontar história.
  • Cnarrar acontecimentos.
  • Dtransmitir um novo conhecimento.

Exame de 2024 · pergunta 2

Passo 1: Identifica a intenção geral do texto. O texto define e explica o conceito de "planeta sustentável" e mostra práticas e razões para cuidar do planeta.
Passo 2: Observa os elementos do texto. Há definições (o que é sustentabilidade), explicações (comparação com envenenar a comida), consequências (cataclismos, desgaste climático) e sugestões de práticas.
Passo 3: Relaciona isso com as funções textuais. Um texto que informa e explica um conceito tem a finalidade de transmitir conhecimento novo ao leitor.
Conclusão: pelo propósito de explicar e informar sobre o conceito e as práticas, o objectivo é transmitir um novo conhecimento.
Resposta certa: D

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Texto de apoio · IFP 2025

Texto: Falar em Público

Seduzir uma plateia, prender a atenção dos ouvintes, fazer um discurso assertivo, encontrar as palavras certas, ter a noção do tempo e atender à qualidade dos interlocutores, para não falar nem acima nem abaixo das suas expectativas, é uma arte.

Num país tomado pelas conferências, debates, encontros, seminários e colóquios mais ou menos substantivos, é arrepiante assistir a certas prelecções de certos oradores.

Alongam-se sempre mais do que devem, perdem-se no raciocínio, usam palavras caras, abusam de uma suposta erudição própria, intelectualizam o discurso e conseguem enfadar todos os presentes. Muitas vezes o investimento que este tipo de oradores faz na preparação da sua intervenção revela-se completamente desproporcionado e desajustado.

Escrupulosos, dão-se ao trabalho de organizar o discurso, de o escrever, de juntar acetatos, vídeos e outro material de apoio, numa tentativa genuína de fazer passar a mensagem e serem eficazes. Na teoria está tudo certo, mas a prática nem sempre confere com aquilo que pretendem.

Um discurso lido perante uma plateia torna-se facilmente maçador; uma intervenção feita com base em acetatos onde está escrito exactamente aquilo que o orador vai dizendo é impossível de acompanhar, pois a atenção divide-se entre o que é dito e aquilo que é mostrado; uma elaboração demasiado conceptualizada e centrada na ciência do próprio orador pode revelar-se perversa, na medida em que soa a presunção de superioridade, e uma teoria apresentada com excessivo pormenor é ineficaz porque os ouvintes não têm capacidade para reter tanta informação.

Assim sendo, por mais eloquente que seja o conteúdo ou a forma das intervenções públicas, elas só serão efectivas se forem «traduzidas» e simplificadas em função das características da plateia. Com simplificação não quero dizer banalização ou superficialidade, muito pelo contrário, trata-se de centrar o discurso no essencial, poupar os ouvintes a longos e fastidiosos monólogos e tentar perceber quando o orador passa a ser ouvinte de si próprio e se deixa encantar com aquilo que vai dizendo.

Tenho participado e assistido a muitas palestras e conferências nos últimos dez anos e verifico que os verdadeiros conferencistas são aqueles que conseguem ser simples e articulados, que mantêm um discurso claro e uma pose atenta a quem ouve. (…)

Língua Portuguesa - 12.ª classe, páginas 22-23 (Adaptado)

Vocabulário: Prelecção - conferência, discurso didáctico; Fastidioso - enfadonho, cansativo.

Exercício 7 Língua Portuguesa · IFP
Classifique o texto quanto ao tipo.
  • ADramático
  • BExpositivo/argumentativo
  • CExpositivo/explicativo
  • DNarrativo

Exame de 2025 · pergunta 12

1) Identifica a finalidade: o autor defende uma ideia central — que bons oradores simplificam o discurso em função da plateia. Essa é a tese.

2) Procura os argumentos: o texto dá razões e exemplos — critica discursos longos, eruditos, monólogos maçadores; fala dos efeitos (enfadar, ineficácia) e explica porque a simplificação é necessária.

3) Observa a estrutura: explicação do problema, apresentação de consequências e exemplos, conclusão com recomendação (Assim sendo...). Há defesa de uma posição sustentada por razões.

4) Conclusão da classificação: é expositivo porque expõe um assunto e argumentativo porque defende uma tese com argumentos e exemplos.

Resposta certa: B

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Exercício 8 Língua Portuguesa · IFP
Tendo em conta o conteúdo, qual é o objectivo do texto?
  • AContar uma história
  • BDescrever as etapas de falar em público
  • CDefender uma tese
  • DTransmitir um saber científico

Exame de 2025 · pergunta 13

1) O texto «Falar em Público» é, no essencial, um texto argumentativo. O autor apresenta uma ideia (uma tese) e desenvolve razões para a defender.

2) Identifica a tese: o autor defende que só comunica bem quem simplifica o discurso em função da plateia. Essa é a ideia central que orienta o texto.

3) A pergunta pede o objectivo do texto. Entre as alternativas, a que corresponde é C) Defender uma tese. ✅

Comentário sobre o erro mais comum: muitos confundem textos argumentativos com textos informativos ou didácticos e escolhem alternativas como «transmitir um saber científico» ou «descrever etapas». Aqui não há intenção de enumerar passos nem de expor um saber técnico: há uma tese e argumentos para a sustentar. Bom trabalho, continuem a perguntar quando tiverem dúvidas. 😉

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Exercício 9 Língua Portuguesa · IFP
O texto argumentativo visa essencialmente…
  • Aconvencer o alocutário a aderir o ponto de vista do locutor.
  • Bnarrar um acontecimento que se deu num tempo e no espaço.
  • Cprender atenção dos ouvintes.
  • Dtransmitir um saber científico.

Exame de 2025 · pergunta 14

Passo 1: Identifica o tipo de texto. Observa se o autor defende um ponto de vista ou apenas narra, descreve ou explica.
Passo 2: Procura no texto expressões que mostram intenção de persuadir — por exemplo afirmações normativas ou conclusões sobre como devem ser as intervenções públicas ("elas só serão efectivas se forem «traduzidas» e simplificadas").
Passo 3: Relê a conclusão e nota que o autor não está a contar um facto nem a expor um saber científico neutro; está a argumentar sobre o que é eficaz e a criticar práticas, tentando convencer o leitor/ouvinte dessa opinião.
Conclusão: a finalidade essencial é convencer o alocutário a aderir ao ponto de vista do locutor. Resposta certa: A.

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Exercício 10 Língua Portuguesa · IFP
Tendo em conta o texto em análise, os momentos do texto são…
  • Aargumentos, introdução e conclusão.
  • Bintrodução, argumentos e tese.
  • Cintrodução, tese e argumentos.
  • Dtese, argumentos e conclusão.

Exame de 2025 · pergunta 15

Passo 1 – Saber o que procurar. A estrutura clássica do texto argumentativo tem três momentos: tese (a ideia defendida), argumentos (as razões) e conclusão (o fecho que retoma/fortalece a tese).
Passo 2 – Identificar a tese. Procura a ideia central que o autor pretende defender; normalmente aparece de forma clara no início ou é reafirmada no fecho.
Passo 3 – Identificar os argumentos. São os parágrafos que desenvolvem razões, exemplos e explicações que sustentam a tese.
Passo 4 – Identificar a conclusão. É a parte final que resume ou confirma a ideia defendida.
Conclusão: pela definição e pela ordem lógica do texto argumentativo, os momentos são tese, argumentos e conclusão. Resposta certa: D.

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Exercício 11 Língua Portuguesa · IFP
No texto expositivo-explicativo, o apagamento do sujeito enunciador visa tornar o discurso…
  • Amais apetecível.
  • Bmais subjectivo.
  • Cimpessoal.
  • Dpessoal.

Exame de 2021 · pergunta 24

Passo 1: Identifica o tipo de texto. É um texto expositivo-explicativo — tem como função explicar e informar.
Passo 2: O sujeito enunciador é quem fala no texto; corresponde ao 'eu' e às suas marcas pessoais.
Passo 3: O apagamento do sujeito enunciador significa evitar o 'eu' e retirar marcas de pessoalidade.
Passo 4: Quando se evita o 'eu', o texto ganha um tom objectivo e impessoal, adequado a textos que explicam e informam.
Conclusão: O apagamento torna o discurso impessoal. Resposta certa: C

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Exercício 12 Língua Portuguesa · IFP
Que tipo de linguagem caracteriza o texto da sua prova?
  • AConotativa e subjectiva
  • BObjectiva e clara
  • CObjectiva e poética
  • DSubjectiva e poética

Exame de 2024 · pergunta 17

1) Identifica o tipo de texto: é um texto expositivo-explicativo — o autor explica o conceito de "planeta sustentável" e dá instruções e exemplos.
2) Observa a intenção: o texto quer informar e clarificar, não persuadir nem emocionar o leitor.
3) Verifica as características da linguagem: o discurso é neutro e directo; não apresenta marcas de opinião pessoal intensa nem de figuração poética; usa termos explicativos para evitar ambiguidades.
4) Conclusão: por ser explicativo e usar um tom neutro e claro, a linguagem é objectiva e clara.
Resposta certa: B.

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Exercício 13 Língua Portuguesa · IFP
O tipo de linguagem usado no texto em análise é…
  • Aconotativa.
  • Bobjectiva.
  • Cpoética.
  • Dsubjectiva.

Exame de 2025 · pergunta 16

Passo 1: Procura no texto frases que exprimam opiniões ou juízos pessoais.
Passo 2: Vê se aparece depoimento em primeira pessoa.
No texto encontramos frases como «é arrepiante…», que são juízos de valor pessoais. Há também testemunho directo: «Tenho participado e assistido…». Essas duas marcas (opiniões pessoais e testemunho) mostram que o autor defende um ponto de vista, não descreve factos neutros.
Conclusão: trata‑se de linguagem subjectiva, própria de quem exprime opiniões e avaliações pessoais.
Resposta certa: D) subjectiva.

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Exercício 14 Língua Portuguesa · IFP
Leia atentamente os parágrafos que se seguem e ordene-os de modo a formar um texto com sentido.
(1) Não obstante a ordem em que ocorrem, há elementos fundamentais que são quase sempre os mesmos para todos os tipos de documentação e para todos os estilos de citação:
(2) As referências bibliográficas podem obedecer a diferentes metodologias.
(3) autoria, título, número da edição, lugar da edição, editor, data de publicação, páginas da obra referenciada.
(4) Os padrões de normalização estabelecem-se em função das características específicas de cada projecto editorial.
Assinale a opção correcta de acordo com a ordenação feita.
  • A(1), (3), (4), (2)
  • B(1), (2), (3), (4)
  • C(3), (1), (2), (4)
  • D(3), (4), (2), (1)

Exame de 2021 · pergunta 40

Observa os parágrafos e a ligação entre eles. O parágrafo (1) acaba em dois-pontos, o que normalmente anuncia uma lista ou enumeração. O parágrafo (3) é exactamente essa lista: "autoria, título, número da edição...". Por isso (1) deve vir imediatamente antes de (3). Depois de enumerar os elementos essenciais das referências (3), faz sentido falar dos padrões de normalização que se aplicam a essas referências — aí entra (4): "Os padrões de normalização estabelecem-se...". Finalmente, depois de falar dos padrões, conclui-se que as referências podem obedecer a diferentes metodologias, ideia expressa em (2). Assim a ordem que mantém a sequência lógica é (1), (3), (4), (2). Resposta certa: A.

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